A Polícia Civil realiza buscas contra uma associação criminosa especializada em golpes com base em dados de chips celulares das vítimas
A Polícia Civil, através da Delegacia Especializada em Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, iniciou a Operação Logout para cumprir 23 ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar em uma investigação que investiga crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de capitais. As ordens judiciais foram emitidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de

A Polícia Civil, através da Delegacia Especializada em Estelionato e Outras Fraudes de Cuiabá, iniciou a Operação Logout para cumprir 23 ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar em uma investigação que investiga crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de capitais.
As ordens judiciais foram emitidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) de Cuiabá e são cumpridas nas cidades de Mirassol D’Oeste, Arenápolis e Campo Grande (MS)
A investigação tem como foco uma organização criminosa que, de forma indevida, utilizava a credencial de acesso (logins) de funcionários de empresas terceirizadas para solicitar e trocar SIM Cards de linhas telefônicas de pessoas físicas e jurídicas.
O chip Sim Card é o número de terminal que é atribuído a um número de terminal, dentre outros, em aparelhos celulares. Cada chip possui um único número ICCID (Integrated Circuit Card Identifier), o qual é usado pelas empresas de telefonia para atribuir o número.
Com a mudança do SIM Card, a linha passa a funcionar com o novo chip, que pode ser conectado a outro dispositivo. Se o usuário não dispõe de meios de autenticação mais seguros, é possível que, além de informações, outras aplicações relacionadas à linha sejam acessadas.
Durante as investigações, descobriu-se que o grupo criminoso utilizava pessoas interpostas para solicitar a alteração das linhas, o que permitiu o acesso aos dados dos clientes.
Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marcelo Menezes, as medidas cautelares buscam apurar a finalidade do grupo, bem como a vantagem patrimonial auferida com os crimes, tendo em vista indícios de que o acesso aos dados tinham como finalidade a prática de golpes de natureza patrimonial.
A operação contou com apoio operacional das equipes da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Delegacia de Mirassol D’Oeste, Delegacia de Arenápolis, bem como da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do Departamento de Polícia Especializada – DPE/PCMS, do SIG – Dourados e da 1ª delegacia de polícia de Dourados.
Fonte: Informações/ PJC-MT
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