O preso afirma que o traficante do CV, Mano Raker, planejou o crime; os bandidos estavam preparados para “tudo ou nada”
Em depoimento à polícia, A.P.S., de 38 anos, que esteve envolvido na explosão da Loj Havan, na Avenida da Feb, no sábado (30), disse que um traficante do Comando Vermelho, identificado como “Mano Raker”, foi o responsável pelo crime. De acordo com o rapaz, os criminosos foram orientados para a utilização do “tudo ou nada”,

Em depoimento à polícia, A.P.S., de 38 anos, que esteve envolvido na explosão da Loj Havan, na Avenida da Feb, no sábado (30), disse que um traficante do Comando Vermelho, identificado como “Mano Raker”, foi o responsável pelo crime. De acordo com o rapaz, os criminosos foram orientados para a utilização do “tudo ou nada”, caso surja um conflito.
Imagens que circulam na internet demonstram o momento da explosão. A gravação revela que quatro criminosos, sendo dois deles mascarados, e os outros dois com um lenço amarrado ao rosto, invadem o estabelecimento e, logo após, explodiram a loja para acessar o cofre. Ao todo, foram desviados aproximadamente 30 mil reais. O conduzido de um automóvel Toyota Etios, que havia abandonado após o delito, foi o único a ser detido.
De acordo com o depoimento que o Olhar Direto teve acesso, A.P.S. concordou em participar da ação para quitar uma dívida de drogas com os membros da facção.
Ao ser inquirido sobre o tipo de droga que acometia os supostos integrantes da facção criminosa, respondeu que era uma dívida decorrente de uma dívida de drogas. Estava em dívida com o Mano Raker e Gun’s. Foram eles os responsáveis pelo meu lançamento nesta fita. “Eles me disseram que eu seria um piloto de fuga, apenas dirigiria para eles”, disse.
Ele disse que os envolvidos no crime são conhecidos pelos apelidos “Gun”, “Véião”, “Neguinho” e “Cabeça”.
Ao ser questionado se o objetivo era um roubo ou um furto, uma vez que todos estavam armados, A.P.S. respondeu que estava preparado para o “tudo ou nada”.
“Se houvesse um vigia, eles enquadrariam e pegariam o cofre”, disse.
O suspeito disse que, além de ser o “cabeça” do esquema, também acompanhou toda a ação em um Fiat Siena.
O suspeito, por fim, revelou que o plano não foi bem-sucedido, uma vez que o objetivo era levar o cofre inteiro para fora da loja. Além disso, os explosivos lançados não foram suficientes para abri-lo em um grande espaço, o que resultou na perda de cerca de 25 mil reais.
Fonte: Informações/ Olhardireto
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