O petista que matou bolsonarista a tiros foi condenado a seis anos de prisão, mas poderá recorrer em liberdade
O petista Edino de Abadia Borges foi condenado a seis anos de reclusão pela morte do bolsonarista Valter Fernando da Silva, de 36 anos. Ele vai recorrer em liberdade. A vítima foi morta a tiros em uma discussão política no mês de março de 2023, em Jaciara (121 km de Cuiabá). O conselho de sentença
O petista Edino de Abadia Borges foi condenado a seis anos de reclusão pela morte do bolsonarista Valter Fernando da Silva, de 36 anos. Ele vai recorrer em liberdade. A vítima foi morta a tiros em uma discussão política no mês de março de 2023, em Jaciara (121 km de Cuiabá).
O conselho de sentença reconheceu que Edino foi o responsável por efetuar os dois disparos que atingiram a vítima em um bar. Apesar de não optarem pela absolvição do réu, o conselho afastou a qualificadora do recurso que dificultou a defesa do ofendido.
Com isso, o juiz Ednei Ferreira dos Santos fixou a pena de seis anos de reclusão para Edino, com regime inicial semiaberto. Posteriormente, foi expedido um alvará de soltura.
“A culpabilidade do acusado é própria do tipo, nada tendo a valorar; quanto aos antecedentes, não há informação no processo quanto à existência de condenação judicial com trânsito em julgado em face do réu, portanto, não há o que se valorar; não há elementos concretos para um juízo de reprovação da conduta social do réu; quanto à personalidade, não existem indicativos de desvio de personalidade e não há nenhuma afinação especial entre o delito praticado com a personalidade da agente; os motivos, as circunstâncias e as consequências são próprias do tipo nada tendo a valorar; no que tange ao comportamento da vítima, verifica-se que a mesma não contribuiu para o crime”, disse o magistrado.
Relembre o caso
O fato aconteceu no dia 19 de março de 2023, em um bar de Jaciara. Nas investigações, foi apontado que a briga entre os envolvidos foi motivada por uma desavença política. Valter era defensor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e Edino do atual presidente da República, Lula (PT).
Após a discussão, Edino agiu de forma dissimulada e convidou Valter para lhe acompanhar até a caminhonete. Quando a vítima se aproximou, Edino efetuou pelo menos dois tiros no homem e fugiu do local.
Uma equipe médica foi até o estabelecimento e constatou a morte.
Fonte: Informações/ Olhardireto
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