Homem que matou a tia, arrancando seu coração, deve receber alta do Adauto Botelho, conforme a perícia indica
Lumar Costa da Silva pode deixar hospital psiquiátrico após decisão da Politec A Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) autorizou o término da internação de Lumar Costa da Silva, de 28 anos, acusado de matar e arrancar o coração de sua tia, Maria Zélia da Silva Cosmos, em 2019. A decisão ocorreu após um parecer

Lumar Costa da Silva pode deixar hospital psiquiátrico após decisão da Politec
A Perícia Oficial de Identificação Técnica (Politec) autorizou o término da internação de Lumar Costa da Silva, de 28 anos, acusado de matar e arrancar o coração de sua tia, Maria Zélia da Silva Cosmos, em 2019. A decisão ocorreu após um parecer da equipe multidisciplinar do hospital psiquiátrico Adauto Botelho, que sugeriu alta hospitalar em junho deste ano.
A perícia foi assinada pelo médico legista Pedro Henrique Balata, que destacou que, embora não haja evidências de que a periculosidade de Lumar tenha cessado completamente, também não há justificativa para mantê-lo internado no hospital psiquiátrico. O relatório foi anexado ao processo de execução penal a pedido do juiz Geraldo Fidelis.
Em 2022, a Justiça absolveu Lumar por entender que ele estava psicótico no momento do crime, dominado por delírios e alucinações causados por uma doença mental. Na ocasião, foi determinada sua internação em um hospital psiquiátrico para tratamento. Antes disso, desde julho de 2019, ele permaneceu preso em uma unidade prisional.
O crime ocorreu no bairro Vila Bela, em Sorriso, a 420 km de Cuiabá. Além de assassinar a tia, Lumar tentou sequestrar uma menina de sete anos, mas foi impedido por vizinhos.
Em relatório emitido no final de maio, a equipe do Centro Integrado de Assistência Psicossocial (CIAPS) do Adauto Botelho sugeriu que Lumar estava apto para alta hospitalar e recomendou sua transferência para o regime ambulatorial. Como local seguro, foi apontada a Rede de Apoio Psicossocial (RAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS), no município de Campinas, São Paulo, onde reside seu pai.
A decisão também inclui a exigência de que Lumar seja acompanhado por uma equipe multiprofissional em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps), com supervisão psiquiátrica intensiva e envio de relatórios clínicos regulares ao juízo sobre sua evolução.
Lumar aguarda agora a concessão de um pedido de transferência para São Paulo, onde poderá ficar sob os cuidados de familiares.
Da redação com informações do Olhar Direto
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