Indivíduo acusado de organizar a construção de um túnel para a evasão de líderes do CV da PCE recebe uma sentença de 12 anos
Homem é condenado a 12 anos de prisão por coordenar construção de túnel para fuga em massa na PCE O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou nesta terça-feira (11) João Batista Vieira dos Santos a 12 anos, seis meses e seis dias de reclusão em regime fechado. Ele

Homem é condenado a 12 anos de prisão por coordenar construção de túnel para fuga em massa na PCE
O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou nesta terça-feira (11) João Batista Vieira dos Santos a 12 anos, seis meses e seis dias de reclusão em regime fechado. Ele foi considerado culpado por coordenar e executar a construção de um túnel na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, com o objetivo de viabilizar a fuga em massa de membros do alto escalão da facção criminosa Comando Vermelho.
De acordo com a sentença, João Batista foi o responsável por orquestrar o plano de fuga em setembro de 2022. Ele contratou trabalhadores de fora do estado para cavar um túnel de 30 metros até a penitenciária, além de adquirir mantimentos e equipamentos necessários para a execução do plano.
As investigações apontaram que ele chegou a Cuiabá um dia antes dos demais envolvidos, utilizando uma passagem aérea emitida com nome falso. Ele coordenava a operação por meio de Anderson Ramos da Cruz, conhecido como “engenheiro”, que financiou o esquema e acompanhou as escavações.
As comunicações entre os envolvidos ocorriam via WhatsApp, onde João Batista fornecia instruções detalhadas, incluindo a compra de alimentos e a utilização de GPS para guiar a escavação. Ele também orientava Anderson sobre como proceder em caso de abordagem policial.
A Justiça considerou a culpabilidade do réu acima da média, visto que ele foi o principal coordenador da ação criminosa, que não apenas buscava obstruir a justiça, mas também garantir a fuga ilegal de presos perigosos.
Em abril deste ano, João Batista foi submetido a um incidente de insanidade mental. No entanto, o laudo psiquiátrico concluiu que ele era plenamente capaz de compreender o caráter ilícito de seus atos e agir de acordo com esse entendimento. Diante disso, além da pena de reclusão, o juiz determinou que ele permaneça sob tratamento ambulatorial provisório.
Da Redação com informações do Olhar Direto
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