Pedreiro envolvido na morte de menino Bruninho em SINOP é executado a tiros horas após deixar a prisão em Sinop
João Ferreira da Silva, pedreiro condenado pela morte do menino Bruno Aparecido dos Santos em 2005, foi assassinado a tiros na manhã desta quarta-feira (10), em frente a um hotel no bairro Santa Mônica, em Sinop. Ele havia deixado a Penitenciária Osvaldo Florentino Leite, a “Ferrugem”, poucas horas antes. O homicídio ocorreu na rua Colonizador

João Ferreira da Silva, pedreiro condenado pela morte do menino Bruno Aparecido dos Santos em 2005, foi assassinado a tiros na manhã desta quarta-feira (10), em frente a um hotel no bairro Santa Mônica, em Sinop. Ele havia deixado a Penitenciária Osvaldo Florentino Leite, a “Ferrugem”, poucas horas antes.
O homicídio ocorreu na rua Colonizador Enio Pipino, onde João Ferreira foi surpreendido por dois homens armados no momento em que saía de um hotel. Imagens de câmeras de segurança mostram a dupla rendendo a vítima e, após alguns minutos, um dos suspeitos atira várias vezes contra João, que cai ainda na calçada. Depois da execução, os criminosos fugiram e não foram identificados.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas apenas constatou a morte. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para necropsia. A Polícia Civil e a Politec realizaram os primeiros levantamentos no local e recolheram ao menos três cápsulas de arma de fogo. As equipes seguem em busca de pistas que ajudem na identificação dos autores.
João Ferreira havia deixado a Penitenciária Ferrugem na tarde de terça-feira (9), após a apresentação de um alvará de soltura expedido pela Justiça de Sinop. Ele cumpria pena pela morte brutal do menino Bruno Aparecido dos Santos, de 9 anos, crime registrado em outubro de 2005 e que gerou grande comoção na cidade.
Na época, João confessou ter violentado, matado e enterrado a criança em um terreno no bairro Nossa Senhora Aparecida. O corpo do menino só foi localizado depois que o pedreiro foi preso novamente, acusado de tentar violentar outra criança na mesma residência onde o crime ocorreu. A revolta popular foi tão intensa que houve tentativa de linchamento quando ele foi apresentado à delegacia, exigindo intervenção da Polícia Militar, que precisou usar spray de pimenta e disparos de advertência para dispersar a multidão.
A motivação do homicídio registrado nesta quarta-feira ainda é desconhecida, e o caso segue sob investigação.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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