Polícia Civil cumpre mandados e desarticula grupo envolvido em crime ambiental e lavagem de dinheiro
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quinta-feira (5.2) a Operação Essência, destinada a desarticular um grupo criminoso envolvido em um esquema milionário de crimes ambientais e lavagem de dinheiro relacionados ao comércio ilegal de madeira. São cumpridos na operação, mandados de busca e apreensão em residências e comércios, suspensão de atividades

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou na manhã desta quinta-feira (5.2) a Operação Essência, destinada a desarticular um grupo criminoso envolvido em um esquema milionário de crimes ambientais e lavagem de dinheiro relacionados ao comércio ilegal de madeira.
São cumpridos na operação, mandados de busca e apreensão em residências e comércios, suspensão de atividades econômicas de sete empresas ligadas ao grupo, bloqueio de cadastro no Sistema de Controle Florestal (Sisflora), quebra de sigilo de dados telemáticos e informáticos, além do bloqueio de bens e valores até R$ 6,1 milhões.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Comarca de Cuiabá com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema).
As ordens judiciais são cumpridas em Cuiabá e contam com apoio das equipes da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e de servidores do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), do Ministério Público.
Transporte ilegal
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), aponta que o grupo familiar utilizava empresas para transportar e comercializar madeira de forma ilegal, incluindo espécies protegidas por lei como a Castanheira (Bertholletia excelsa), cuja exploração é proibida.
A apuração dos fatos iniciaram em novembro de 2024, após a apreensão de um caminhão que estava transportando madeira com documentação falsa. A fiscalização encontrou Castanheira na carga, espécie cuja exploração é terminantemente proibida pela legislação federal.
As investigações revelaram que as empresas citadas na documentação apreendida estavam registradas em endereços inexistentes e realizavam a emissão de guias florestais para destinatários fictícios. Além disso, as empresas também transportam espécies diferentes das declaradas em documentos florestais e movimentam créditos artificialmente entre empresas do mesmo grupo.
A investigação revelou a movimentação de aproximadamente 13 mil metros cúbicos de produtos florestais entre 2023 e 2025, avaliados em mais de R$ 6 milhões. Foram identificadas 913 guias florestais fraudulentas emitidas para destinatários fictícios, sendo que uma única pessoa aparece como destinatária de 364 guias.
Segundo a delegada titular da Dema, Liliane Murata, o grupo emitia documentos fiscais declarando espécies comuns de madeira, mas transportava espécies diferentes, incluindo protegidas. “As Guias florestais eram direcionadas para endereços que não existem ou para pessoas que nunca adquiriram produtos florestais”, explicou a delegada.
A análise de ocorrências da Polícia Rodoviária Federal identificou reiteração das práticas criminosas ao longo dos últimos anos, com diversos casos de transporte de madeira com documentação fraudulenta.
A investigação prossegue para identificar outros envolvidos e apurar a extensão completa do esquema criminoso.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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