Polícia Civil deflagra terceira fase de operação e mira núcleo financeiro de facção criminosa no norte de MT
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (24.3), a Operação Codinome Fantasma III, para cumprir ordens judiciais com foco na desarticulação de uma facção criminosa atuante na região norte do Estado e envolvida em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, entre outros crimes. A terceira fase da operação, deflagrada com base

A terceira fase da operação, deflagrada com base em investigações da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop, tem como objetivo principal atacar o núcleo financeiro da facção investigada.
As ordens judiciais são cumpridas nas cidades de Mato Grosso de Sinop, Santa Carmem, São José dos Quatro Marcos, Várzea Grande e Cuiabá. Fora do Estado, são cumpridos mandados nas cidades de Anápolis (GO) e Barra de São Francisco (ES).
O cumprimento dos mandados conta com apoio de equipes da Draco das Polícias Civis de Goiás e do Espírito Santo.
Avanço das investigações
A terceira fase da operação foi deflagrada com base em elementos colhidos na continuidade das investigações das fases anteriores. Por meio de técnicas qualificadas de investigação financeira, foi possível colher provas da materialidade e indícios de autoria dos responsáveis pelos crimes de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas na região norte de Mato Grosso.
“Nas primeiras fases operacionais, foi realizada a prisão de mais de 10 gerentes do tráfico de drogas de Sinop. No início do mês de março, a grande apreensão de drogas resultou em um prejuízo de mais de R$ 25 milhões na fronteira, além da atuação na investigação financeira e patrimonial, combatendo de forma severa a lavagem de dinheiro”, disse o delegado.
Operação Pharus
Em 2026, a Polícia Civil iniciou as ações do planejamento estratégico no âmbito da Operação Pharus, iniciativa que integra o programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso.
O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para farol, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.
A operação também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores de Justiça dos 26 estados e do Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate duradouro à criminalidade.
Redação do Fala Meu Povo MT.
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