Câmara destitui presidente após denúncia de violência doméstica e vereador segue foragido
A Câmara de Barra do Bugres aprovou, por 10 votos, a destituição da presidência e o afastamento do vereador Laércio Noberto Junior, conhecido como “Júnior Chaveiro” (PL), por quebra de decoro parlamentar após denúncia de violência doméstica contra a namorada. A decisão foi tomada em sessão extraordinária realizada na segunda-feira (20). Além do afastamento, o

A Câmara de Barra do Bugres aprovou, por 10 votos, a destituição da presidência e o afastamento do vereador Laércio Noberto Junior, conhecido como “Júnior Chaveiro” (PL), por quebra de decoro parlamentar após denúncia de violência doméstica contra a namorada. A decisão foi tomada em sessão extraordinária realizada na segunda-feira (20).
Além do afastamento, o parlamentar foi proibido de frequentar a sede do Legislativo, onde a vítima trabalha.
O pedido partiu da Procuradoria da Mulher, após relato da vítima à Polícia Civil. Ela afirmou ter sido agredida com uma chave de rodas após um show, no domingo (19), e apresentava ferimentos no pescoço e nas pernas.
O caso é investigado e, até o momento, o vereador não foi localizado. Há também registro de ocorrência anterior, segundo o qual ele é suspeito de ter agredido a companheira em casa no sábado (18). Conforme a denúncia, a vítima teria sido amarrada, e o suspeito deixou o local após o crime. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde dela.
Na residência, foi encontrada uma motocicleta oficial da Câmara. A Polícia Civil apura se o vereador contou com ajuda para fugir ou se deixou o local sozinho.
No domingo (19), a vereadora Professora Cleide (Republicanos) e a procuradora adjunta Marli, integrantes da Procuradoria da Mulher, já haviam solicitado ao presidente interino, Pepê Motorista (Republicanos), a retirada imediata de Júnior Chaveiro do cargo e a suspensão do mandato por 90 dias.
A Câmara deve votar a criação de uma Comissão Processante para apurar o caso. Para a abertura do procedimento, são necessários dois terços dos votos dos vereadores. Caso seja instaurada, a comissão poderá levar à cassação definitiva do mandato.
O novo presidente do Legislativo municipal deve ser definido em votação marcada para quinta-feira (23).
Redação do Fala Meu Povo MT.
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